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Saúde mental e Isolamento Social na pandemia da COVID-19

05.04.2020

 

Estamos vivendo uma situação atípica,  que mudou nossa rotina, nossos planos. Um momento onde ocorrem restrições de convivência, restrições do ir e do vir, o clima é receoso. O amanhã é incerto.  Existe uma imprecisão do término da sensação apreensiva.  Muitos são os sentimentos que podem surgir: ansiedade,  angustia, medo, negação do real perigo da situação, euforia, irritação, tristeza, desânimo, desolação.  Os sentimentos podem  se alternar, o que provoca comportamentos dos mais variados. São estas possibilidades de sentimentos que nos  ajudam a mapear nossas emoções  e nos fazem entender, ao conversarmos com outras pessoas, que não estamos loucos, que é comum, que é esperado, que outros a nossa volta também sentem. Porém, não quer dizer que  vão acontecer somente  coisas ruins. Nós seres humanos temos capacidade adaptativa muito rica. Temos elementos presentes como criatividade, vontade, prazer, alegria, compaixão, solidariedade que estarão oscilando com os demais sentimentos. Precisamos retomar valores humanos. Todos vamos sair transformados desta situação de um jeito ou de outro. Por isso, acalme-se, permita-se  o tédio, reflita  e siga as orientações  das autoridades sanitárias e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ajude o próximo se puder.

 

Vamos para algumas dicas práticas:    

 

1. FILTRE A QUANTIDADE E QUALIDADE DE INFORMAÇÕES : escolha uma fonte segura de informação e a acesse-a  uma ou duas  vezes ao dia.  Passar muitas horas do dia em contato com essas informações pode gerar ansiedade e estresse desnecessários.  Lembre também  que há um grande número de informações que não são verdadeiras.  Somente repasse informações de fontes confiáveis, evite causar ansiedade  entre as pessoas. 

 

2. MANTENHA CONTATO COM SUA REDE DE APOIO : através da tecnologia  mantenha-se próximo de quem está fisicamente longe. Faça videochamadas, videoconferências com familiares, amigos. Se não souber fazer, aprenda, pesquise, busque ajuda por telefone.

 

3. ESTABELEÇA UMA ROTINA:  nada rígido, mas algo que faça você sentir-se organizado, de forma a manter um grau de “normalidade” no seu dia a dia.

 

4. FAÇA COISAS QUE LHE DÃO PRAZER: é saudável que tenhamos atividades para fazer neste período.  Cada um deve refletir o que lhe faz bem,  talvez uma receita gostosa com a família,  um bom livro, estudar, preparar-se com conhecimentos,  assistir bons filmes e boas séries, exercitar-se, meditar... São tantas coisas que gostaríamos de fazer e na correria do dia a dia não tínhamos tempo, use seu tempo com estas coisas neste momento. Mas distribua estas atividades ao longo do dia,  ao longo  da semana... Precisamos aprender a viver o presente.  O ser humano tem uma tendência a passar muito tempo lamentando o passado ou planejando o futuro. 

 

5. NO CONVÍVIO FAMILIAR,  QUE CADA UM TENHA SUA ROTINA INDIVIDUAL, MAS QUE A FAMÍLIA TENHA TEMPOS E ESPAÇOS EM CONJUNTO:  dividam as tarefas domésticas, incluam as crianças nas tarefas da casa de acordo com sua possibilidade e idade, afinal elas também pode contribuir com algumas pequenas coisas.  Conversem,  joguem,  leiam, brinquem e divirtam-se. Tenham momentos de interação e construção com seus filhos, pais.

 

6. PRATIQUE EXERCÍCIOS FÍSICOS EM CASA.

 

7. PROCURE DORMIR E ALIMENTAR-SE BEM.

 

8. TENHA FÉ.

 

O tédio, a tristeza, a raiva, o medo são passageiros, assim como a situação atual. Ninguém consegue estar bem 100% do tempo em uma rotina “normal” e agora não é diferente.  Apenas não deixe que estes sentimentos sejam dominantes em seus dias.

 

 

Por Psicóloga Luciane Pavão Koch

 

 

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